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Anissa Arichi e a estratégia por trás da nova economia global do luxo

Especialista francesa radicada em Nova York analisa o amadurecimento do mercado brasileiro frente aos padrões de consumo de Paris e Manhattan.

Anissa Arichi e a estratégia por trás da nova economia global do luxo - Reprodução Instagram
Anissa Arichi e a estratégia por trás da nova economia global do luxo - Reprodução Instagram
Brenno

por Brenno

Publicado em 05/06/2026, às 08h25

O setor de luxo global passa por uma reestruturação na qual a eficiência operacional e a análise de dados se tornaram tão vitais quanto a direção criativa. Neste cenário, Anissa Arichi se consolidou como uma figura de destaque técnico, operando na intersecção dos mercados europeu e americano. Com uma carreira construída com base em resultados concretos, Arichi é hoje uma das vozes de autoridade consultadas para entender como marcas de diversas origens — incluindo as brasileiras — podem sustentar sua relevância em ecossistemas altamente complexos.

A trajetória da estrategista é marcada por conquistas em escala institucional. Durante sua passagem pelo Printemps Groupe, em Paris, ela foi a líder técnica no lançamento da vertical de luxo de second-hand (segunda mão), um projeto que exigiu a integração de inteligência de dados (GA4 e Content Square) para redefinir a jornada digital do consumidor. Essa iniciativa não apenas diversificou a receita de um dos maiores grupos varejistas do mundo, como também estabeleceu um marco para a sustentabilidade operacional no setor. Sua experiência inclui ainda atuações estratégicas na Maison Schiaparelli, onde supervisionou a integridade das operações digitais durante os ciclos de altíssima visibilidade da Paris Fashion Week.

Na agência Tastings, Arichi orquestrou o desenvolvimento e a expansão das operações da empresa em Paris. Lá, desempenhou um papel fundamental no fortalecimento da presença da marca, no cultivo de parcerias estratégicas e na elevação de seu posicionamento dentro da indústria de eventos de luxo. A partir dessa vivência internacional, ela desenvolveu uma abordagem que vai muito além do marketing tradicional, incorporando insights de comportamento do consumidor, antropologia cultural e estratégia experiencial para criar conexões duradouras entre as marcas e seus públicos.

É com essa autoridade, acumulada nos maiores polos globais, que Arichi analisa o mercado nacional. Para a estrategista — cuja formação multicultural começou no Liceu Francês de São Paulo —, o Brasil deixou de ser um mero mercado consumidor para se tornar um exportador de estética.

"O Brasil possui uma influência cultural que já dita tendências em Nova York e Paris. O ponto de virada para as marcas brasileiras, agora, é a disciplina da governança de marca: elevar a experiência do consumidor ao mesmo nível da sua criatividade", explica.

Ao unir o rigor analítico de Paris ao dinamismo de Nova York, Anissa Arichi personifica um novo padrão de liderança na indústria. Seu trabalho prova que a longevidade no mercado de luxo contemporâneo não depende apenas daquilo que é consumido, mas sim da solidez estratégica com a qual a narrativa de uma marca é construída e mantida em escala global.