MISS BUMBUM

Caminhoneira do Miss Bumbum desabafa ao falar sobre preconceito: “Roupa sem decote e banheiro masculino”

Juli FIgueiró já teve que usar banheiro masculino e moletom para cobrir decote

Juli Figueiró contou que é vítima de preconceito na profissão - Foto: Arquivo Pessoal
Juli Figueiró contou que é vítima de preconceito na profissão - Foto: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 13/06/2022, às 10h55 - Atualizado às 17h10

A caminhoneira Juli Figueiró, que representa o Rio Grande do Sul na nova edição do concurso, contou que sempre foi alvo de preconceito na profissão por ser mulher e dirigir caminhão.

Ao falar sobre o assunto, ela explicou que suas habilidades eram colocadas à prova e que sua vestimenta era motivo de desconforto e alvo de críticas:

“Sempre que eu chegava em uma empresa para carregar ou descarregar o caminhão, vinha uma pessoa olhar a minha roupa e se tivesse decote pedia para eu trocar ou não seria possível realizar meu trabalho”, contou ela, que posou de biquíni em um posto de gasolina para promover sua participação no concurso.

Juli Figueiró acrescentou: “Quando eu ia fazer uma baliza com o caminhão, juntava um grupo de homens para dar risada e ficavam falando que eu não iria conseguir”, continuou.

Por conta do calor da estrada, a influenciadora contou que usava camiseta regata, mas que o figurino não era aceito em muitas empresas: 

“Pediam para eu trocar de roupa, ou eu nem poderia entrar na empresa para carregar ou descarregar o caminhão. Uma vez quase desmaiei de calor, pois tive que usar uma blusa de frio, num sol bem forte”, contou, ressaltando que os homens costumam dirigir sem camisa.

 
 
 
 
 
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A utilização dos banheiros dedicados aos caminhoneiros nos pontos de parada também é um ponto que incomoda Juli:

“Caminhoneiros tomam banho em posto de gasolina, era muito raro ter um banheiro feminino. Eu era obrigada a entrar no masculino. Me sentia ameaçada, mas tinha que ser firme, se demonstrasse medo poderia acontecer algum tipo de assédio, mas graças a Deus nunca me ocorreu”, completou.

Com exclusividade ao CENAPOP, ela explicou que realizar tarefas onde os homens são maioria nunca foi um problema: “Brinco dizendo que gosto de tudo aquilo que dizem que mulher não pode fazer”, argumentou.

Ela acrescentou: “Sofro ataques [nas redes sociais] de outras mulheres que acham um absurdo uma mulher ser sensual e trabalhar com caminhão”, lamentou.

A caminhoneira é a segunda mais votada na fase de votação popular. Assim como nos anos anteriores, as 15 candidatas mais votadas se classificam para a finalíssima, que acontecerá em agosto, em São Paulo. A vencedora leva a faixa de bumbum mais bonito do país e um prêmio de R$ 50 mil reais em contratos publicitários.

 
 
 
 
 
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