ISADORA COIMBRA

A mina que o mundo vai precisar em 2040 tinha que ter nascido ontem, por Isadora Coimbra

A Odora Minerals atua para acelerar o processo de mineração e atender à crescente demanda por minerais críticos.

Isadora Coimbra - Odora Minerals
Isadora Coimbra - Odora Minerals - Isadora Coimbra - Odora Minerals
Isadora Coimbra

por Isadora Coimbra

Publicado em 07/04/2026, às 14h37

A indústria mineral enfrenta um longo ciclo de quase 18 anos entre a descoberta de depósitos e a produção comercial, um aumento de 41% em relação à década anterior, o que pode impactar a transição energética global.

A pesquisa da S&P Global revela que apenas 30% do território brasileiro foi mapeado geologicamente, deixando 70% do subsolo como terra incógnita, o que limita a identificação de depósitos minerais estratégicos.

A Odora Minerals busca atuar nesse cenário, estruturando projetos de mineração com foco em minerais críticos, enfatizando a necessidade de decisões de longo prazo para atender à crescente demanda global por esses recursos até 2050.

Há um número que a indústria mineral conhece, mas o mundo ainda não levou a sério: uma mina leva quase 18 anos para sair do subsolo ao mercado. Na Odora Minerals, trabalhamos com esse relógio na cabeça todos os dias.

Dezoito anos. Esse é o número que todo executivo, todo investidor e todo formador de política pública que fala em transição energética deveria ter tatuado na memória. De acordo com pesquisa da S&P Global Market Intelligence, realizada com centenas de minas ao redor do mundo, o tempo médio entre a descoberta de um depósito mineral e o início da sua produção comercial chegou a quase 18 anos nas minas inauguradas entre 2020 e 2023. Um aumento de 41% em relação à década anterior.

Dezoito anos. O mesmo tempo que uma criança leva para se tornar adulta. O mesmo tempo em que um ciclo político completo acontece quatro vezes. E o mesmo tempo que separa a descoberta de um depósito mineral hoje do dia em que ele vai, finalmente, abastecer a indústria global.

Essa conta muda tudo. E é exatamente por isso que a Odora Minerals existe.

"A transição energética não vai esperar as minas ficarem prontas. As minas é que precisam correr para estar prontas quando a transição chegar. E quem não começou a correr já está atrasado", comenta Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals.

Por que 18 anos?

A jornada de uma mina começa muito antes de qualquer máquina entrar no solo. Começa com a prospecção: levantamentos geológicos, análises de imagens de satélite, mapeamento de campo. Essa fase pode consumir de dois a cinco anos. Depois vem a pesquisa mineral, com sondagens, análises laboratoriais e modelagem tridimensional de recursos, que pode levar outros três a oito anos. Depois, o estudo de viabilidade econômica. O licenciamento ambiental. A construção da infraestrutura. A curva de aprendizado da operação.

Cada etapa é inegociável. A geologia não tem atalhos. O que mudou nos últimos anos é que os depósitos mais fáceis já foram encontrados: os que sobraram são mais profundos, mais complexos e mais distantes da infraestrutura existente. Isso, somado a processos de licenciamento crescentemente morosos na maioria dos países e à dificuldade de atrair capital para projetos com retorno tão distante no tempo, explica por que o prazo médio só aumenta.

Na Odora Minerals, entendemos essa realidade como parte estrutural do nosso trabalho. Estruturar um projeto de mineração com seriedade significa projetar não o que vai acontecer no próximo trimestre, mas o que vai acontecer daqui a quinze ou vinte anos. Significa tomar as decisões certas hoje, mesmo que os resultados só apareçam na próxima década.

O Brasil tem o subsolo. Ainda não tem o mapa

O Brasil é um dos países com maior dotação mineral do planeta. Mas há um dado que poucos mencionam quando falam sobre esse potencial: apenas 30% do território nacional foi mapeado geologicamente na escala adequada para identificar depósitos minerais com precisão. Setenta por cento do subsolo brasileiro ainda é, do ponto de vista geológico, terra incógnita.

Isso significa que há depósitos de lítio, cobalto, terras raras e cobre esperando para ser descobertos em áreas que nenhum geólogo visitou com os instrumentos certos. E com um prazo médio de 18 anos entre descoberta e produção, cada ano sem mapeamento é um ano que o Brasil perde da corrida global.

O Canadá investe 81% mais em exploração mineral por unidade de reserva do que os EUA, segundo a S&P Global. A Austrália investe 57% mais. São países que entenderam que conhecer o próprio subsolo não é custo. É investimento estratégico com retorno de longo prazo. Na Odora Minerals, atuamos exatamente nesse intervalo crítico: identificamos áreas com potencial, estruturamos a pesquisa mineral e convertemos anomalias geológicas em ativos financeiros classificáveis e financiáveis.

"Setenta por cento do subsolo brasileiro ainda não foi mapeado na escala certa. Cada área que a Odora Minerals prospecta hoje é uma aposta no Brasil que o mundo vai precisar daqui a vinte anos."

A matemática que ninguém quer fazer

A Agência Internacional de Energia projeta que a demanda global por minerais críticos vai crescer entre cinco e seis vezes até 2050. O Goldman Sachs classificou os minerais críticos como a próxima grande classe de ativos estratégicos. O JPMorgan mantém posição comprada estrutural em metais ligados à transição energética. Governos de 54 países se reuniram em Washington em fevereiro de 2026 para tratar especificamente da segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos.

A demanda está mapeada. Os compradores estão identificados. Os preços seguem estruturalmente altos. O que falta é a oferta. E a oferta, no setor mineral, não aparece do nada. Ela é o resultado de decisões tomadas com 10, 15 ou 20 anos de antecedência. As minas que o mundo vai precisar em 2040 precisam ser descobertas agora. As que forem descobertas em 2030 só estarão prontas por volta de 2048. A janela está se fechando. E quem não entrou nessa corrida já está olhando de fora.

Por que a Odora Minerals está posicionada nesse momento

A Odora Minerals não nasceu para ser uma mineradora convencional. Nasceu para ser o elo que falta entre o potencial geológico brasileiro e a capacidade de transformá-lo em projetos reais, financiados e operacionais. Estruturamos projetos desde a prospecção até o licenciamento e o desenvolvimento operacional, com foco específico em minerais estratégicos para a economia global.

Isso significa que quando identificamos uma área promissora, não estamos pensando no próximo ciclo de commodities. Estamos pensando em 2040. Estamos pensando em quais minerais o mundo vai precisar, em qual estado de beneficiamento eles precisam sair do Brasil e em quem serão os compradores quando a mina finalmente entrar em operação.

Trabalhamos com rigor técnico, visão de longo prazo e consciência de que cada escolha feita hoje vai determinar o que o Brasil é capaz de entregar para o mundo nas próximas décadas. O relógio está correndo. No subsolo, ao contrário dos mercados financeiros, não existe a opção de comprar o que você não plantou.

A Odora Minerals é uma empresa especializada em estruturação de projetos de mineração, da prospecção ao licenciamento e desenvolvimento operacional, com atuação focada em minerais estratégicos para a economia brasileira e global.