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"Sempre quis ser atriz e minha mãe falava: 'Quem vai ser seu pai e mãe na novela?", revela Sabrina Sato

Sabrina Sato debateu os problemas enfrentados por asiáticos em seu "SaladaSato"

Sabrina Sato e seus convidados no "SaladaSato" de quarta (01/12) - Foto: Reprodução
Sabrina Sato e seus convidados no "SaladaSato" de quarta (01/12) - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 03/12/2021, às 11h57

O programa, apresentado por Sabrina Sato no YouTube, falou na última quarta-feira (01/12) sobre um assunto pouco discutido: o preconceito contra asiáticos.

Com participações das atrizes Danni Suzuki e Bruna Aiiso, do diretor da Mauricio de Sousa Produções, Mauro Sousa, do escritor Ricky Hiraoka, e da empreendedora Iana Chan, Sabrinha discutiu sobre representatividade, conscientização e a importância da transformação.

Em uma conversa honesta, Sabrina contou que na infância seu sonho era ser atriz de novela, mas sua mãe, Dona Kika, questionava sobre quem iria fazer sua mãe e seu pai na trama. Suzuki afirmou que escutava exatamente as mesmas indagações: "Minha família dizia: 'Para com essa história de ser atriz, não tem japonês na televisão, vai fazer outra coisa'";

Perguntada sobre os desafios da profissão e falta de representatividade, Suzuki revelou que durante os 20 anos de contratada da Globo, sua antiga casa, a resistência sempre foi seu alicerce: "Durante esses anos foi uma luta sempre, inclusive para me manter. Sempre fui encorajada a desistir e até hoje escuto esse tipo coisa, por mais que eu tenha tido uma carreira de 20 anos na Globo".

Ainda sobre seus longos anos como contratada, a atriz revelou o porquê decidiu sair da Globo após perder o papel como protagonista de uma novela para Giovanna Antonelli:

Resolvi sair da Globo porque senti que a minha vida iria ser isso ali... Iria ficar sendo jogada de um lado para o outro e eu achei desrespeitoso na época pelo fato da novela ter sido escrita para mim, era a história da minha família, baseada na minha vida. Senti que não tinha mais espaço. Talvez o canal não via as coisas como eu via. Tenho uma gigante gratidão, foi minha casa durante muitos anos, mas para eu crescer profissionalmente precisei sair.

Os relatos importantes dos convidados contam casos como este e ajudam a evidenciar algo que sempre foi recorrente, mas não necessariamente visível. O episódio roteirizado por um dos convidados, Ricky Hiraoka, explorou também assuntos como o bullying, whitewashing (escalação de atores brancos para papéis de personagens não-brancos) e yellowface (artistas brancos representando personagens de etnia asiática).

“Esse episódio tem uma importância gigantesca para o programa e na minha vida. Convidei pessoas que admiro e representam maravilhosamente bem o tema. Durante o bate-papo trocamos histórias e situações vividas por causa do preconceito amarelo. E nos emocionamos também", disse Sabrina.

Ela continuou: "A grande mensagem deste episódio é a importância informação e da educação para que a gente possa identificar o que é uma expressão ou uma atitude preconceituosa e ofensiva e como corrigi-las. O fortalecimento dessas discussões identitárias é fundamental para uma conversa mais orgânica e um futuro muito mais acolhedor e representativo".

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