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“Me odiavam por eu ser livre, preta, gorda e bissexual”, lembra Preta Gil

Cantora falou sobre influência nas redes sociais e início de carreira

Preta Gil contou que era odiada por ser livre, preta e bissexual - Foto: Reprodução/ Instagram@pretagil
Preta Gil contou que era odiada por ser livre, preta e bissexual - Foto: Reprodução/ Instagram@pretagil

Redação Publicado em 18/05/2022, às 16h17

Preta Gil, de 47 anos, contou que era odiada no início de carreira por ser “livre, preta, gorda e bissexual”. A declaração foi feita pela cantora durante sua participação no festival Converse com Outras Ideais, promovido pela Globonews.

“Quando eu comecei, a gente não tinha, como hoje, essas grandes plataformas e sites na internet. Tinha o Orkut, que foi onde eu me encontrei”, explicou ela.

Procurando entender o motivo de tanta rejeição, Preta entrou no Orkut: “Foi muito louco, entrei lá porque existia uma comunidade chamada ‘Eu odeio a Preta Gil’. Eu fui entender, falei ‘por que as pessoas me odeiam?’”, argumentou ela.



Na época, ela havia acabado de lançar Prêt-à Porter (2003), seu primeiro álbum, no qual ela aparece nua na capa.

“Eu tinha acabado de lançar meu primeiro álbum, que eu fiz uma capa historicamente muito conhecida, onde eu saio nua. Na época isso foi um choque para a sociedade e eu, muito ingênua, filha de tropicalistas, achava que a sociedade era como minha família. Que abraçava as diferenças, abraçava as pessoas. E eu me choquei quando eu vi aquela comunidade que me odiava”, revelou.

Após entrar na comunidade, a artista contou que entendeu que era odiada por “tudo o que ela era”:

“Vi que elas me odiavam por tudo que eu era. Por eu ser livre, preta, gorda, bissexual. E eu falei: ‘Podem continuar me odiando, os errados são vocês’. Ali foi muito importante para eu entender que o erro não estava em mim, estava nessas pessoas que não aceitavam a minha liberdade, minha felicidade, ascensão. E que essas pessoas, naquela época não se dava nome para isso, hoje a gente dá, eram racistas, gordofóbicas, homofóbicas”, explicou.

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