Natacha Horana falou sobre síndrome do pânico

Redação Publicado em 28/11/2025, às 04h17
Uma das musas que a Gaviões levará ao Sambódromo do Anhembi no carnaval, a influenciadora Natacha Horana, de 34 anos, contou que ficou traumatizada, com síndrome do pânico e problemas para dormir e se relacionar, após passar pelo sistema prisional.
A ex-bailarina do Domingão do Faustão explicou que passou a ter crises de ansiedade na prisão, mas ressaltou que só diagnosticou e começou a cuidar do problema após estar em liberdade.
“Fui diagnosticada por um psiquiatra depois que saí [da prisão]. Faço tratamento e tenho acompanhamento. Uso medicamentos para dar uma amenizada”, revelou.
Natacha acrescentou que ainda sofre com as crises de ansiedade: “Às vezes não consegui comparecer em eventos. Lugares importantes para mim. Ainda tenho momentos em que o pânico aparece de surpresa. A diferença é que agora reconheço os sinais e tento controlar com algumas respirações e medicamentos”, ressaltou.
Além dos medicamentos, a bailarina também faz terapia: “Faço terapia regularmente e sigo acompanhamento médico quando necessário. Para mim, pedir ajuda deixou de ser fraqueza e virou maturidade. Cuido da minha mente como cuido do meu corpo: com disciplina, com amor e com responsabilidade”, contou.
A falta de sono e os pesadelos, segundo Natacha, são frequentes: “O que as pessoas não imaginam é o trauma pós. Tenho pesadelos com aquele lugar diariamente. Eu nunca tive problemas com sono. Mas, depois [da prisão] nunca mais foi o mesmo”.
Ela também desenvolveu agorafobia: “Medo das sensações. Às vezes, lugares movimentados ou situações imprevisíveis ativam meu gatilho. Mas eu me forço a sair, porque sei que me isolar só alimenta o ciclo. Cada dia é uma vitória. Celebro pequenos passos”, comentou.
Se relacionar também ficou mais difícil após a passagem pelo sistema prisional: “Criei certa resistência. Traumas emocionais deixam a gente mais desconfiada, mais seletiva. Não é medo das pessoas, é medo de reviver dores. Mas, aos poucos, estou me permitindo me abrir de novo”.
Se preparando para o desfile da Gaviões, a influenciadora explicou que já teve ansiedade na quadra da agremiação, mas que “passou a se sentir em casa”.
“Já tive no começo. Às vezes, estava me arrumando e dava uma crise, um medo, um pânico, um choro que não conseguia segurar. E quando o pânico vem é muito ruim. Porque depois nós nos sentimos com raiva de nós mesmos. De incapacidade. Após ir algumas vezes à Gaviões, eu passei a me sentir em casa. É impressionante como meu corpo reage diferente lá. A energia é outra, é acolhimento, é pertencimento. Lá eu não me sinto julgada, me sinto parte. É um dos poucos lugares onde minha alma descansa, onde eu realmente consigo ser leve. É por isso que voltar para a avenida significa tanto para mim. E cura também”, finalizou.
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