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Luisa Marilac revela drama por conta de silicone industrial inflamado: “Dores insuportáveis”

Ativista trans e influenciadora disse que não tem dinheiro para cirurgia

Luisa Marilac contou que tem dores insuportáveis por conta do silicone industrial
Luisa Marilac contou que tem dores insuportáveis por conta do silicone industrial - Foto: Reprodução/ Instagram@luisamarilacc e Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 10/04/2021, às 07h28

Ativista trans e influenciadora, Luisa Marilac contou que está sofrendo “dores insuportáveis” nos últimos meses por conta de uma inflamação provocada pelo silicone industrial que ela aplicou no queixo e nos seios quando tinha apenas 16 anos.

“Há um tempo eu venho enfrentando esse problema, mas agora se agravou. Estou ficando com medo porque sinto dores insuportáveis e constantemente muita febre. Nem os anti-inflamatórios fortíssimos que eu tomava e ainda tomo conseguem melhorar a situação. Para piorar, apareceram alguns buracos (no queixo) que saem líquidos e a pele está arroxeada em torno destas áreas machucadas. Isso só prova a minha teoria de que passou da hora de eu tirar o silicone do meu corpo”, contou ela, à coluna de Fábia Oliveira, do jornal O Dia.

Para resolver o problema, Luisa precisa passar por procedimentos que custam R$ 30 mil, dinheiro que ela não tem no momento.

“Eles me cobraram R$ 20 mil pelos seios e R$ 7 mil pelo queixo. Tudo à vista, porque eles não parcelam. É uma grana considerável? É, mas não adianta fazer com qualquer médico porque existe o risco do silicone entrar na corrente sanguínea e matar a pessoa”, explicou.

À publicação, Luisa disse que chegou a procurar um banco para pegar um empréstimo, mas acabou desistindo por conta dos juros altos.

“Os juros estão altíssimos. Se você pega R$ 10 mil, paga R$ 20 mil e se paga R$ 20 mil paga R$ 40 mil depois. Não tenho condições”, continuou, sinalizando que não pretende fazer um financiamento coletivo.

“Recentemente eu ganhei um dinheiro do meu público e resolvi comprar cestas básicas para ajudar várias meninas trans que passavam por dificuldades. Ajudei até famílias héteros e fui criticada. Muito criticada. Eu não pedi, as pessoas me deram, mas eu senti que aquele dinheiro não era meu. Não me senti no direito de pegar a grana e usar comigo neste momento em que existem pessoas passando fome. E aí as pessoas falam mal de mim porque deveria ter usado na minha saúde e não para tentar me promover? Não quero isso”, desabafou.

“É mais um (problema) que enfrento na vida, mas se você me perguntar se eu me arrependo de ter colocado silicone industrial, eu digo que sim. Eu era bem novinha, tinha 16 anos e isso se coloca aos poucos. A travesti sempre foi muito cobrada da sociedade para ter cinturinha fininha, peitões e feminilidade. Hoje, ainda existe a cobrança, mas existem também outras maneiras de querer um corpo que você goste e se sinta bem frente ao espelho. Existem processos com hormônios, academias e tratamentos estéticos mais naturais. Não é preciso mais se mutilar”, ponderou.

Luisa disse que resolveu tornar público o problema para alertar as pessoas.

“O silicone diminui a expectativa de vida. Na hora pode ficar bonitinho, mas depois vem as consequências. Com a idade e com o tempo o organismo naturalmente vai expulsando, vai expelindo o silicone e é isso que acontece com todo mundo. Se informem e busquem por procedimentos mais naturais”, completou.

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