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Lewis Hamilton, entrevistado por Lázaro Ramos, fala sobre racismo e Senna: "Meu piloto favorito"

Lázaro Ramos entrevistou Lewis com exclusividade ao programa 'Espelho', do Canal Brasil
Lázaro Ramos entrevistou Lewis com exclusividade ao programa 'Espelho', do Canal Brasil - Reprodução/Instagram

Redação Publicado em 20/11/2020, às 10h52

O ator Lázaro Ramos entrevistou o piloto britânico Lewis Hamilton, com exclusividade, ao programa 'Espelho', do Canal Brasil. 

O programa irá ao ar na segunda-feira (23/11) às 23h30. No domingo (22/11), o Fantástico exibirá um trecho da entrevista. 

Hamilton, que ganhou seu sétimo título mundial no último domingo (15/11), falou sobre como é ser o primeiro piloto negro em uma corrida de Fórmula 1, sua relação com seu pai, o preço que paga por se posicionar sobre o racismo e violência e sua relação com o Brasil e o com Ayrton Senna. 

"Eu costumava passar os fins de semana com o meu pai quando eu era criança, e o Ayrton era meu piloto favorito. Eu costumava pedir qualquer coisa do Ayrton para o Natal: capacetes, carrinhos, vídeos e livros. Para o Natal e para os meus aniversários, eu ganhava vídeos e documentários do Ayrton. Eu lembro de chegar em casa e todo dia colocar vídeos do Ayrton. Eu gostava de ver como ele dirigia, como ele trocava as marchas. Quando eu tinha 13 anos, eu fui à McLaren e consegui ver o carro dele".

Lewis continuou, comentando sobre o falecido piloto: "Eu lembro de tocar o volante, o cinto de segurança, sonhando e pensando “isso é o mais perto que eu cheguei ao Ayrton”. Quando eu fui ao Brasil para correr em 2007, eu senti a presença dele o tempo todo. Os desenhos na estrada, as bandeiras. E quando a família dele me honrou com o capacete dele, foi um dos meus melhores momentos. Eu tenho ele na minha casa e é uma das minhas posses que não têm preço". 

Atuante no combate ao racismo, Lewis comentou sobre a necessidade que sentiu de se posicionar, usando a força que tem de sua imagem: "Neste ano, eu percebi que eu tenho que estar na frente, no topo do pódio, levantar meu punho e levantar a bandeira contra o racismo, minha voz, e espalhar conhecimento em questões e forçar mudanças. Tem acontecido essas reações e essas conversas e no esporte nós estamos lutando pelos direitos humanos. Eu tinha noção, era uma coisa consciente pra mim e da qual eu queria fazer parte. Eu não queria apenas ganhar esse campeonato. Se eu conseguir mudar o pensamento ou o jeito em que uma pessoa olha para o futuro, isso aqueceria meu coração". 

 

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