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Leandro Hassum diz que bullying aumentou após emagrecer: “Muitas agressões”

Ator participou do “Pode Perguntar”, do “Fantástico”

Leandro Hassum falou sobre bullying após emagrecer - Foto: Reprodução/ Instagram@leandrohassum
Leandro Hassum falou sobre bullying após emagrecer - Foto: Reprodução/ Instagram@leandrohassum

Redação Publicado em 01/09/2025, às 11h01

Convidado do quadro Pode Perguntar, do Fantástico, o ator Leandro Hassum, de 51 anos, contou que passou a sofrer muito mais “bullying cibernético” após emagrecer.

O artista fez uma cirurgia bariátrica em novembro de 2014. Ele passou de 150 para 87 quilos. O emagrecimento, no entanto, acabou gerando mais críticas:

“Num primeiro momento, houve uma repulsa muito grande. Achei que quando emagrecesse, ia parar o bullying, mas o bullying cibernético começou depois que emagreci. Recebi agressões de perguntarem: ‘você tá com HIV? Para ficar com essa cara de HIV, não vou operar nunca’, ‘emagreceu, perdeu a graça’, ‘emagreceu, envelheceu, tá acabado, destruiu uma carreira’”, lembrou.

Leandro explicou que procurou terapia para tentar entender seu novo peso: “Produtores que tinha me chamado para filme me tirando do filme, ‘agora que emagreceu, esquece’. Procurei uma psiquiatra e uma psicóloga para que pudesse me entender no novo corpo. Me olho no espelho e ainda me vejo com 160 kg mesmo 11 anos depois de operado”, revelou.

O ator e diretor ressaltou que a cirurgia bariátrica deve ser feita por indicação médica.

“Não faço apologia a cirurgia bariátrica, é uma das formas de tratar a obesidade. É uma coisa perigosa, é mais perigoso viver na obesidade, é uma bomba relógio. Perdi um irmão no ano da pandemia por uma bactéria que entrou no corpo dele, ele não cabia no tomógrafo, tinha 280 kg. Se o médico indiciou de você fazer uma bariátrica e você tem condições, faça”, aconselhou.

Ele também falou sobre as piadas que tinha que aguentar na época que era criança:

“Desde a infância tenho a doença da obesidade e nessa vontade de não ser chamado de gordo, não ser ofendido, fui expulso de três colégios. Olhava o cara mais valentão do colégio e mexia com ele, às vezes perdia, às vezes ganhava, mas o pessoal falava: ‘não mexe com esse cara porque ele é brabo, não chama ele de gordo’, entre outros apelidos que não tenho nem coragem de falar de tão ofensivos que eram. Percebi ao longo do tempo que isso causava um afastamento [das pessoas], que podia atrair as pessoas para perto de mim sem ser com agressividade, com humor”, completou.