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Juliana Paes relata crise de ansiedade na quarentena: "Sempre fui uma pessoa zero ansiosa"

Juliana Paes concede entrevista ao canal Rap 77, de Júnior Coimbra
Juliana Paes concede entrevista ao canal Rap 77, de Júnior Coimbra - Foto: Reprodução / YouTube

Redação Publicado em 14/01/2021, às 11h02

Juliana Paes deu uma entrevista para o canal Rap 77, de Júnior Coimbra, onde afirmou que teve crises de ansiedade durante o período de isolamento social, causado pela pandemia do novo coronav´´irus.

A atriz explicou que o excesso de tarefas e as preocupações do dia a dia fizeram com que ela tivesse esses ataques, com palpitações. "Tive uma crise de ansiedade durante a pandemia que nunca tinha vivido, nunca tinha experimentado, ironizava, às vezes, pessoas que passam por isso por pura ignorância", contou.

"Esses meses de pandemia fizeram eu viver uma experiência de um quadro de ansiedade que eu nunca tinha imaginado viver. Primeiro porque sempre fui uma pessoa zero ansiosa. O pessoal do meu escritório falava: 'Ai, Ju, está entrando um orçamento', 'Existe a possibilidade de um personagem'. E eu esqueço", prosseguiu.

Juliana comentou que a pressão tem atrapalhadosua vida. "Não sou aquela pessoa que fica sem dormir. E sempre me dei muito bem com pressão. Trabalhar na Globo é pressão, protagonizar novela de horário nobre é pressão. E eu sempre fui uma pessoa de segurar muito o rojão".

Segundo a atriz, ela e a Globo decidiram deixar sua imagem "descansar" em 2020, mas o afastamento do trabalho acabou mexendo com sua rotina. "No fim do ano, me tiraram a minha endorfina, que é o trabalho. Eu gosto daquela pressão, daquela loucura. Aí eu viajei com as crianças em janeiro e em março veio a pandemia. Aí chegou março e eu não saía de casa, não saía para trabalhar, não levava os filhos na escola, não tinha tempo para fazer as minhas coisas".

"Eu tinha que dar conta do ensino à distância, cheguei a cogitar tirar meu filho por achar que não ia dar em nada. Eu estava errada porque deu. Meus filhos até conseguiam aprender o conteúdo, mas eu fiquei mal. Eu fiquei bem esquisita. Lá para maio, junho, eu comecei a deitar na cama e sentir meu coração bater de um jeito... Liguei para o meu cardio: 'Olha só: estou com problema de coração aqui'. E ele me disse: 'Você está, provavelmente, tendo uma crise de ansiedade'. Mas a antecipação (traz) um descompasso. Antes de passar pelo crivo analítico, nosso cérebro dispara descargas que você não sabe o que é (...) Eu tinha descompasso de batimentos", relatou na sequência.

Sucesso com o público e nas redes sociais

Na entrevista, Juliana Paes comentou que Bibi Perigosa, sua personagem em A Força do Querer -- atualmente em reprise na Globo -- foi o que mais causou reação no público.

"Nunca fui de me isolar ou de não fazer nada por estar ou ser muito popular. Mas na época da Bibi eu nunca tinha vivido aquilo, de ficar assim: 'Caraca, eu vou ter que ir embora' (...) Não dava. Inviabilizou o processo ali. Maria da Paz (de A Dona do Pedaço) tinha isso, além do público adulto, com criança", destacou.

Com 28,4 milhões de seguidores no Instagram, a atriz também refletiu sobre o enorme número de pessoas que fazem questão de acompanhá-la nas redes sociais. "Já olhei mais para este número. Hoje em dia as redes sociais revelam algumas coisas e escondem outras. Teve época em que pensávamos: 'Temos que aumentar esse número de seguidores'. Você muda a audiência de uma novela brincando de rede social", afirmou.

"Hoje em dia se você combina com um elenco: 'Vamos atuar no Twitter bastante?', 'Vamos lançar com nossa base de fãs-clubes uma tag legal?', você aumenta a audiência. 'As pessoas estão falando disso. Deixa eu ver'. Aí vem a parte dodói: comprar seguidor existe (...) No fim das contas, isso é uma grande de uma ilusão. Existe a chance de você investir numa coisa que é uma pura fantasia. As pessoas de verdade que estão falando com você é o que importa. O que vale é ouvir seu público", frisou.

Por fim, Juliana disse não se abalar com as críticas que recebe: "Já passei da fase de ficar encanada com comentários bobos. O que me serve eu pego, o que não me serve, tenho que aprender a escoar. Talvez as terapias tenham me ajudado, a maturidade também... Talvez se eu tivesse 20 e poucos anos agisse diferente. Mas no alto dos meus 41 já lido muito bem com isso. Consigo dar risada de críticas babacas. De verdade".

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