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Jornalista diz que fé a ajudou a enfrentar quinto diagnóstico de câncer e a perda do pai em livro

Jornalista da Globo, Susana Naspolini lançou o livro Terapia com Deus

Susana contou sobre como escrever a obra foi um processo terapêutico para ela - Reprodução/Instagram/@susananaspolini
Susana contou sobre como escrever a obra foi um processo terapêutico para ela - Reprodução/Instagram/@susananaspolini

Redação Publicado em 21/09/2021, às 10h55

Susana Naspolini, repórter da Globo, contou, em seu livro, sobre como a fé a ajudou a enfrentar seu quinto diagnóstico de câncer na bacia e a perda do pai, Fúlvio, em maio deste ano. 

Em entrevista ao jornal Extra, Susana diz que afirma em seu livro sobre o significado da vida. Questionada sobre escrever a obra ser um processo terapêutico, ela explica: " Os diagnósticos de câncer sempre foram um susto muito ruim para mim, mas a perda do meu pai foi surreal. A dor, a tristeza que toma conta da gente. E foi uma coisa muito boba, aparentemente. Ele levou um tombo em casa. Passou o ano inteiro se cuidando, era “caxias’’ em relação ao coronavírus, não saía pra nada, só quando tinha que ir ao médico."

Ela prosseguiu: "Aí levou um tombo ao sair do banheiro e fraturou a perna. Foi pra UTI, melhorou, já estávamos falando em alta, vendo cama e enfermeiro pra botar em casa. Mas ele pegou uma bactéria, voltou pra UTI, foi intubado e morreu. No velório, eu dizia muito: “meu pai morreu por causa de um tombo"". 

A jornalista explica o tema de seu livro: "O que seria uma morte estúpida? Morte é morte! Eu estava meio revoltada, mas quem sou eu pra fazer esse tipo de avaliação. Então conversei muito comigo mesma: “Tu tens fé, estás escrevendo um livro sobre isso. E cadê a tua fé? Deus, neste momento, está chamando teu pai pra perto Dele e Ele sabe o que é melhor’’. Minha vontade humana, de filha, era tê-lo aqui agora. Mas eu não sei o que esperava meu pai."

"Como ia ser a vida dele, se ia conviver com dores horríveis, se poderia sofrer estando com 83 anos. É nessa hora que entra a fé. A ideia do livro não é defender uma religião. Falo mais da religião católica porque sou católica. Mas acho que as religiões têm que conviver de braços dados. Agora, quando o assunto é fé, não tem receita de bolo. Não é um pacote que já adquiri e está tudo certo. A fé pede um exercício diário no modo como olhamos para as coisas. Semana passada, eu voltei a ter um ataque de choro por causa da morte do meu pai. Eu tenho que puxar minha própria orelha de vez em quando."

"A fé precisa ser alimentada. O meu modo de alimentar é indo à missa, me confessando, rezando o terço... Mas Deus está aí para todo mundo e ama todo mundo igual. Se seu marido te ama, você já o conquistou e está tudo certo? Pode deixar por isso mesmo e fazer o que quiser? Não! Você tem que cultivar, alimentar essa relação. Com Deus é a mesma coisa. E quem diz que não acredita Nele, pode vir a acreditar."

Susana completou: "Pode refletir, olhar tudo à sua volta e perceber, por exemplo, os passarinhos. De onde eles vêm? São vários questionamentos que a gente tem. Mas esse é um novelo que se você for puxando, no meu modo de ver as coisas, é inevitável chegar a Deus. Porque com tudo o que passei, se estou tendo essa conversa com você agora, é porque Deus permitiu. A gente vai fazendo as coisas, mas o ok é Dele."

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