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João Côrtes sobre falar abertamente de sua sexualidade: "Representatividade é importante"

Ator disse, recentemente, que é "gay desde sempre"

João garantiu que não teve medo de perder trabalhos por conta de sua sexualidade - Reprodução/Instagram/@joao_cortes
João garantiu que não teve medo de perder trabalhos por conta de sua sexualidade - Reprodução/Instagram/@joao_cortes

Redação Publicado em 27/07/2021, às 09h32

O ator João Côrtes falou sobre sua decisão de comentar que é "gay desde sempre" recentemente e afirmou que sempre se manifestou por saber o quanto a representatividade é importante.

Em conversa com a Quem, João foi questionado se falar abertamente de sua sexualidade é um ato de coragem: "De certa forma, sim, mas também acredito que ninguém deve ser forçado - se não estiver confortável -, a se manifestar sobre sua vida pessoal uma vez que não somos de fato "pessoas públicas", e sim temos trabalhos públicos. Pessoa pública, me remete quase a uma praça pública, um monumento."

Ele prosseguiu: "Não vejo por aí. Eu, particularmente, me manifestei justamente porque sei o quanto representatividade é importante, e isso, para mim, naquele momento foi mais importante que qualquer outra questão."

"Mas foi um posicionamento pontual, já que considero que o que precisa estar em primeiro plano na mídia é o meu trabalho como ator, cantor, e agora também como cineasta", disse. No Dia do Orgulho LGBTQIA+ do ano passado, João chegou a usar as redes sociais para revelar sua orientação sexual:

"Tudo leva tempo. Tempo para nos conhecermos de verdade, para nos sentirmos à vontade na própria pele. Vivemos em uma sociedade que nos falha em diversos pontos. E um deles é esse lugar do machismo e preconceito completamente enraizados. Ser autêntico e verdadeiro a quem você é, sem se julgar, se amar com todas as suas cores e formas, já um ato de resistência."

O ator ainda garantiu que não teve medo de perder trabalhos por conta disso e afirmou que "o meio artístico sempre pareceu estar alguns passos à frente, de forma geral, no entendimento de que as pessoas deveriam ter a liberdade de ser quem são". Ele também foi questionado sobre já ter sofrido homofobia: "No trabalho nunca. Na vida, qualquer olhar torto simplesmente por você ser quem você é, ou se vestir de determinada maneira, considerando gênero e sexualidade claro, para mim, já pode ser encarado como homofobia", lamentou. 

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