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Ex-bailarina do Faustão desabafa e revela traumas após deixar prisão

“Não dá para fingir que não aconteceu”, disse Natacha Horana

Natacha Horana falou sobre recomeço um ano após reconquistar a liberdade
Natacha Horana falou sobre recomeço um ano após reconquistar a liberdade - Foto: Reprodução/ Instagram@natachahorana

Redação Publicado em 08/04/2026, às 04h43

Ex-bailarina do Domingão do Faustão, a influenciadora Natacha Horana, de 34 anos, aproveitou para desabafar ao falar sobre como está sua vida um ano após deixar a prisão e reconquistar a liberdade.

A musa da escola de samba Gaviões da Fiel foi detida em novembro de 2024 por suspeita de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa. Ela passou quatro meses na prisão, mas teve a detenção revogada pela Justiça no final de março.

“Foi muito difícil. Recomeçar depois de tudo o que eu vivi não é simplesmente voltar para a vida e fingir que nada aconteceu. Existe um processo interno muito profundo. Eu precisei reaprender muita coisa sobre mim, sobre as pessoas e sobre o mundo”, contou ela.

Natacha acrescentou: “Também precisei aceitar que eu não era mais a mesma pessoa de antes. Algumas coisas que antes faziam parte da minha vida já não faziam mais sentido. Alguns lugares, algumas rodas de amizade… eu simplesmente já não me sentia pertencente”, continuou.

A ex-bailarina do Faustão explicou que o período na prisão deixou traumas. “Eu acho que certas experiências deixam marcas que fazem parte da nossa história para sempre. Não é algo que simplesmente desaparece. O que muda é a forma como a gente aprende a lidar com isso”, ressaltou.

“Um ano depois, eu posso dizer que estou muito mais forte emocionalmente e muito mais consciente de quem eu sou. Eu passei por momentos muito difíceis, de medo, de tristeza, de isolamento, e precisei me reconstruir aos poucos. Hoje eu me sinto mais madura. Ainda existem momentos em que algumas coisas mexem comigo, principalmente o julgamento das pessoas, mas eu aprendi a não deixar que isso defina quem eu sou”, refletiu.

Na intenção de ajudar outras mulheres em vulnerabilidade emocional, social e jurídica, ela criou o projeto Além da Penna, iniciativa sem fins lucrativos, em parceria com a advogada Paola Toledo.

“Existem muitas mulheres vivendo batalhas invisíveis. Mulheres que foram julgadas, abandonadas ou que simplesmente perderam a força de recomeçar. O projeto nasce para olhar para essas mulheres com humanidade”, declarou Natacha.