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Bruna Surfistinha revela ataques sofridos em livro por polêmica com Bolsonaro: "Desejaram minha morte"

Bruna Surfistinha disse que se envolveu em polêmica com o presidente do Brasil em 2019

Jair Bolsonaro alegou "não poder admitir que usem dinheiro público para fazerem filmes como o dela" - Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro alegou "não poder admitir que usem dinheiro público para fazerem filmes como o dela" - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 21/01/2022, às 11h34

Bruna Surfistinha revelou os ataques sofridos, em seu novo livro, em razão da polêmica que se envolveu com Jair Bolsonaro, em 2019. Na época, o presidente disse "não poder admitir que usem dinheiro público para fazerem filmes como o dela", referindo-se ao longa Bruna Surfistinha, protagonizado por Deborah Secco em 2011. 

Em sua autobiografia recém-lançada, Raquel Pacheco conta sobre a crítica: "Entendo que quem diz ser cidadão do bem, precisa pregar um falso moralismo para não chocar, nem decepcionar a família tradicional brasileira. Enquanto ele citou meu filme como exemplo de coisa ruim, o orgulho que tenho da minha trajetória apenas aumentou, só eu sei o que passei até colher meus frutos e ninguém vai tirar isso de mim."

A ex-garota de programa prosseguiu: "Teria ficado chateada e com vergonha de sair de casa se tivesse sido criticada por um presidente decente, com um histórico maravilhoso na política, mas não era o caso. Minha resposta aos jornalistas foi direta e reta: 'Ele deveria cuidar da moral da própria família. E esse foi o título de várias matérias publicadas'". Bruna ainda revelou que, por conta da polêmica, recebeu diversos ataques e ameaças de morte de apoiadores do presidente.

"Diante esse fato, comecei a ser atacada com intensidade por redes sociais. Senti na pele o quanto eles são militantes agressivos que não descansam e, sentem prazer em xingar e ameaçar vidas alheias que não concordam com a mesma visão política deles. Virei alvo e por dias recebi mensagens como; "Você é um lixo humano", "É uma vergonha para o país", "Se eu te encontrar, acabo com você", "Que moral você tem pra falar do presidente, sua puta!", "Você tem que morrer, vagabunda!" e por aí vai."

"Fiquei chocada com tanto ódio que esse povo externa. Cada um oferece o que tem no coração, não é mesmo? Não fiquei abalada com o conteúdo das mensagens, o que me abalou foi a energia pesada que veio para cima de mim, consequência de inúmeras pessoas sentindo ódio por minha existência, me desejando mal e até mesmo minha morte. (...). Como podem ter coragem de dizer que são cristãos e desejarem tanto mal a alguém? Nunca entenderei tamanha contradição."

Raquel completou: "(...) Uma mulher chamou muito minha atenção com a mensagem que me mandou, foi uma das piores que recebi, além de palavrões e xingamentos, desejou que eu fosse estuprada e morta em seguida."

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