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Atriz das pegadinhas comemora aprovação da lei do stalking: “já fui perseguida ao extremo”

Iara Ferreira já foi vítima dessa situação e falou sobre o assunto

Iara Ferreira celebrou a aprovação pelo Senado da Lei do Stalking
Iara Ferreira celebrou a aprovação pelo Senado da Lei do Stalking - Foto: Samuel Melim / Edu Graboski / Divulgação

Redação Publicado em 14/04/2021, às 12h45

Recentemente, o Senado aprovou a lei que torna crime a perseguição online ou stalking e agrava as penas. Vítima dessa prática, Iara Ferreira, modelo e atriz das pegadinhas da RedeTV, conta que já lidou com situações extremas.

Uma delas, inclusive, aconteceu no mês passado. Depois de fazer uma verdadeira caçada à loira no Instagram, um rapaz chegou a acampar na frente do prédio onde ela mora, na zona sul de São Paulo.

“Acordei com o porteiro me interfonando e dizendo que tinha um fã na portaria que queria me ver de qualquer maneira. Não faço ideia de como ele descobriu meu endereço, fiquei apavorada. Quando olhei pela janela, vi o rapaz escrevendo uma mensagem na rua, no asfalto mesmo, para chamar a minha atenção. Ele se recusava a ir embora sem me ver. Nas redes sociais, ele já me stalkeava”, relembra. “Fiquei com medo e avisei a segurança do prédio”.

Iara conta que antes de partir para seu endereço, o rapaz já a stalkeava no Instagram. “Ele me perseguia, mas nunca mostrava o rosto nem nada. Isso me dava mais medo. Às vezes mandava mensagens carinhosas, às vezes me ameaçava de morte. Ele escrevia: ‘se você não for minha, te mato’. Era uma coisa muito louca. Eu bloqueava e ele sempre aparecia com um perfil novo. Foi aterrorizante”, conta.

Mesmo com medo do tal fã, Iara preferiu não procurar a Polícia. Ela avisou amigos próximos, alertou os funcionários do condomínio e evitou sair de casa. “Ele queria me conhecer pessoalmente, dizia que me amava, mas ao mesmo tempo mostrava muito ódio. Não procurei a Polícia porque achei que não ia dar em nada. Agora, com essa lei, tenho coragem de denunciar e me proteger. A lei dá esse alívio para nós que somos vítimas de perseguição”, garante.

No caso dela, o pior não aconteceu. O tal fã não tentou invadir o prédio – como ela imaginou no início – e nem fez novas ameaças. Depois de seis dias, o rapaz deixou o local, enviou uma mensagem de despedida e sumiu. “Claro que no fundo ainda tenho medo. Só fiquei pensando: quantos fãs mataram seus ídolos? Já vimos tantos casos como o da Ana Hickmann, aquilo me perturbou bastante. Não quero nem pensar mais nisso”, diz.

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