
por Eduardo Graboski
Publicado em 29/09/2026, às 10h07
Na dinâmica de ontem, peões fizeram acusações graves contra Serginho Hondjakoff, o Cabeção. Ana Bruna relatou uma situação que classificou como assédio sexual.
Serginho negou até então. A partir daí, não basta deixar o assunto correr entre os participantes e nas redes sociais. A Record precisa mostrar o que aconteceu. A emissora tem câmeras espalhadas pela sede, gravações e condições de reconstruir os episódios citados. É hora de trazer o VAR.
Se houve assédio ou qualquer outra violação grave das regras, que as imagens mostrem e a produção tome as medidas cabíveis. Se não houve, isso também precisa ficar claro.
Porque existe uma diferença muito grande entre alguém dizer que se sentiu desconfortável com uma atitude e atribuir a uma pessoa um crime ou uma conduta que pode levar à expulsão e causar consequências muito além do programa.
Não dá para deixar o público sem resposta. Cortes já circulam na web, cada lado apresenta sua versão e Serginho nega as acusações. Só que quem tem acesso ao material completo é a Record.
A produção deveria ouvir Serginho, Ana Bruna e os outros participantes envolvidos, confrontar os relatos com as imagens e esclarecer o caso para o público. E mais: se a própria emissora já investigou isso quando os assuntos começaram a correr, dias atrás, deixar claro que não houve nada.
Existe outro componente importante: Serginho vinha ganhando força no jogo. Sobreviveu à roça e passou a ser tratado por parte dos próprios participantes como um nome forte da temporada.
Uma acusação desse tamanho muda tudo. Se procede, a Record precisa agir. E ele seria expulso ainda hoje. Se não procede, Serginho também não pode carregar até o fim do programa uma acusação que as próprias câmeras podem ajudar a esclarecer.
Por isso, antes de perguntar se Serginho será expulso, A Fazenda precisa responder algo mais básico: o que realmente aconteceu? Tem câmera, áudio, testemunhas. Tem duas versões. Agora falta mostrar o VAR.
COLUNISTAS
Faustino Júnior | Nerd de Negócio
Nota fiscal autorizada significa empresa regular na reforma tributária?