Crítica: O Rei, filme da Netflix, traz o melhor trabalho de Timothée Chalamet

Crítica: O Rei, filme da Netflix, traz o melhor trabalho de Timothée Chalamet - Foto: Reprodução/Netflix

Crítica: O Rei, filme da Netflix, traz o melhor trabalho de Timothée Chalamet – Foto: Reprodução/Netflix

Um filme muito aguardado, O Rei chegou no catálogo da Netflix na última sexta-feira (01/11), e logo de cara surpreendeu por trazer uma atuação vigorosa de seu ator principal, Timothée Chalamet.

O astro de 23 anos já conseguiu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator por interpretar Elio, o garoto sensível que tem sua primeira paixão em Me Chame Pelo Seu Nome. Agora, ele encara um desafio ainda mais potente: interpretar ninguém menos que Henrique V, rei da Inglaterra.

Chalamet conseguiu uma horda de fãs com pouco tempo de carreira, e dar a ele um personagem tão denso foi um passo arriscado da Netflix. Tornou-se uma celebridade poderosa por aglutinar uma audiência gigantesca para qualquer trabalho que faça, e certamente isso pesou em sua escalação. Mas não só: ator de reconhecido talento, seria uma boa oportunidade para mostrar que não é só um rosto bonito – mesmo dilema enfrentado por Leonardo DiCaprio no começo da carreira, por exemplo.

Na história do longa, conhecemos Henry (também chamado de Hal), um rapaz ressentido por seu pai e frustrado por suas obrigações reais. Ele participa de todas as frivolidades da vida do século XV, dando as costas à coroa em favor da bebida e das mulheres. Tudo muda quando de repente ele é forçado a sentar-se no trono para salvar uma Grã-Bretanha partida ao meio e trazer a paz ao reino.

O assunto parece muito pertinente em tempos de Brexit, e de fato há semelhanças temáticas. No entanto, o brilho aqui está nos atores: Chalamet entrega seu melhor papel até aqui, e Robert Pattinson, que interpreta o rei da França com um sotaque um tanto quanto bizarro, faz um contraponto a Henry de forma sublime.

Dirigido por David Michôd, O Rei tem um terceiro ato fantástico, que mostra uma guerra sangrenta em que nós, espectadores, acompanhamos de perto – talvez, perto demais. Essa é a mágica do filme.

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