Crítica: O Pintassilgo é um filme esteticamente bonito, mas vazio

Jeffrey Wright e Oakes Fegley em cena de O Pintassilgo - Foto: Reprodução/Warner Bros.

Jeffrey Wright e Oakes Fegley em cena de O Pintassilgo – Foto: Reprodução/Warner Bros.

“O Pintassilgo” precisa ser explicado com uma analogia. Imagine que você está andando pela rua e encontra um amigo de longa data. Você para, o cumprimenta. Ele anda bem vestido, em ternos bem cortados. Tem uma ótima aparência. Ele para e vocês começam a conversar. Você faz a pergunta clássica: “E as novidades?”. O amigo, então, começa a contar sua história de vida edificante, mas com uma cara de quem só quer saber de dormir e mais nada.

Essa comparação serve perfeitamente para o filme, dirigido por John Crowley e baseado no livro de Donna Tartt, e que venceu o Pulitzer. A adaptação para a tela é muito bonita, elegante, com estética impecável. No entanto, é vazio de sentimentos.

Apesar disso, diretor Crowley – conhecido no teatro inglês e indicado ao Oscar por “Brooklyn” – consegue extrair interpretações belíssimas do elenco. Nicole Kidman, Sarah Paulson, Jeffrey Wright, Finn Wolfhard e Luke Wilson, se destacam em papéis pequenos, que no entanto chamam muito a atenção pelo quilate dos atores. Por outro lado, Oakes Fegley e Ansel Elgort, que interpretam Theo nas fases adolescente e adulta são os grandes nomes do filme. Mas nem isso é suficiente para salvar o trabalho.

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