“Sempre tive certeza que seria vencedora”, diz Ana Furtado em seu primeiro Outubro Rosa curada do câncer

Ana Furtado no Rock in Rio 2019 - Foto: Reprodução/Instagram

Ana Furtado no Rock in Rio 2019 – Foto: Reprodução/Instagram

Ana Furtado está comemorando seu primeiro Outubro Rosa depois da cura do câncer de mama que enfrentou nos últimos anos.

Durante sua participação em um evento de uma marca de sapatos que teve sua promoção voltada para o Outubro Rosa, a apresentadora do É de Casa comentou sua experiência em atravessar o complicado tratamento da doença.

“Eu tinha essa energia ruim de confronto com a doença. Um dia, eu já estava operada. Recebi uma mensagem de uma grande amiga minha, que por meio do meu diagnóstico ela também descobriu um câncer de mama. ‘Enquanto a gente olhar para o câncer como um grande inimigo, a gente vai dar um poder para ele muito maior do que ele realmente tem. O câncer não é maior do que a gente, a gente é muito maior do que ele'”, explicou Ana em entrevista no evento para a Revista Quem, publicada nesta terça-feira (08/10).

Em seguida, ela explicou melhor sua posição. “Em vez de tratar ele com raiva, com aquela força de oposição, é muito mais sábio para o corpo, organismo e mente, no lugar de guerrear contra o câncer, transformá-lo em sua vida. Quando entendi isso, vi que estava fazendo com que ele me dominasse. Quando entendi que tinha o poder de transformar essa realidade, tudo muda. Porque a gente se fortalece, se enche de fé, de coragem, de determinação. Somos muito mais fortes do que ele”, afirmou, emocionada.

 

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Tudo que a gente quer no fim do dia! Foto de sábado, no intervalo do É de Casa. Amei tanto! ❤🙏🏼

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Enfrentando publicamente a doença

Ana então ponderou que sua fama ajudou a sua amiga a procurar ajuda e refletiu sobre seu papel como pessoa pública. “Nós, que somos pessoas públicas, temos uma abrangência maior. Tenho certeza de que salvamos muitas vidas e vamos continuar salvando enquanto tiverem debates, discussões e conversas”, disse.

O período de batalha fez com que Ana mudasse suas atitudes no dia a dia. “Independente do seu diagnóstico, do tempo de vida que você possa ter – que, aliás, a gente não tem garantia nenhuma. Às vezes, recebemos o diagnóstico de poucos meses de vida, mas Deus é quem sabe. O câncer também vem para isso, para que ressignifiquemos nossas relações pessoais, para que repensemos os nossos sonhos e desejos, o que queremos fazer para nos transformar em pessoas mais felizes”, declarou.

“Mesmo recebendo esta notícia, que foi devastadora em minha vida, não me abalei. Sempre tive, desde o início, uma certeza muito grande de que eu seria vencedora. Não foi fácil, mas eu posso dizer a vocês: É possível”, confirmou.

 

“Eu sou vitoriosa”

Em seguida, Ana comemorou estar curada da doença. “Eu sou vitoriosa, este é o meu primeiro Outubro Rosa curada. Muitos dias bons, alguns dias ruins, em que sempre torcia e tinha certeza de que os dias ensolarados voltariam. Essa é a mensagem mais importante que eu tive com o câncer. Que a vida é uma só, mas que devemos vivê-la da melhor forma possível, um dia de cada vez. Sem nunca deixar de apreciar a vista, porque as coisas boas às vezes passam”, contou.

Sabrina Parlatore, que serviu como mediadora do evento, também falou sobre a questão, e ressaltou a importância do paciente tratar de sua autoestima. “Muitas de vocês usaram aquele capacete para conter a queda de cabelo. Ficar careca, hoje em dia até é moda, e muita gente usa o visual. Mas careca, sem cílios, sem sobrancelha e inchada? É bem diferente”, disse.

“Você perde o contorno do seu rosto, o contraste da sua coloração. É muito duro, eu não menosprezo essa parte. Por muitas vezes eu olhei no espelho e não podia passar rímel, não existia cílios. É muito complicado para a mulher perder cabelo, cílios, muitas vezes a sexualidade também. É a perda da libido. A autoestima, neste momento, tem que ser trabalhada. Tem que trabalhar a importância disso, e que bom que temos ferramentas para contornar estes problemas que surgem para que a mulher tenha a melhor qualidade de vida possível nessa fase”, comentou.

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