Eliane Giardini, a Nádia de “O Outro Lado”, revela semelhança com a personagem: “Sou meio controladora”

Eliane Giardini desperta sentimentos distintos do público com os impropérios de Nádia em O Outro Lado do Paraíso – Foto: TV Globo/ Raquel Cunha

Intérprete da megera Nádia em O Outro Lado do Paraíso, Eliane Giardini vem arrancando sentimentos distintos do público.

Enquanto alguns se divertem com a personagem, principalmente por causa de sua relação com Odair (Felipe Titto) e Gustavo (Luis Melo), outros torcem contra por causa dos absurdos da dondoca.

Ao jornal O Globo, a atriz falou sobre o papel, e definiu o sentimento do público como “complexo”:

“É um sentimento complexo do público, ele ama e odeia a personagem. Recebo muitos afagos e elogios das pessoas, mas elas deixam claro que detestam a Nádia. Todo mundo brinca que a casa vai cair. Ninguém pretende perder o tombo dela. Acho que querem vê-la pagando pelo que fez, mas, por alguma simpatia pela personagem, consideram que uma redenção seria bem-vinda”, explicou.

À publicação, Eliani também comentou as atitudes machistas e racistas da personagem, e declarou apoio a todos os movimentos feministas:

Eliane Giardini como Nádia, sua personagem em O Outro Lado do Paraíso – Foto: TV Globo

“Nádia é fruto de uma sociedade patriarcal e trabalha pela continuidade disso. Eu acredito que as mulheres terão cada vez mais posições melhores, temos lutado por espaços. Acho que, na dramaturgia, veremos muitas escritoras tratando de histórias femininas”, disse.

“Por mais competentes que sejam os homens, quem melhor do que a mulher para contar as histórias de outras? Sou bem otimista em relação a isso. A gente também tem que conseguir ganhar o mesmo que os homens. Estamos muitas vezes no mesmo patamar e recebemos menos. Celebro todos os movimentos feministas. As mulheres precisam ter voz e ser ouvidas”, completou.

A atriz ainda traçou uma comparação entre ela e Nádia, e revelou que as duas são parecidas em alguns aspectos:

“Sou meio controladora em relação à família como ela. Tenho uma tendência a querer sempre organizar o carnaval. Tenho aprendido a recuar um pouco e deixar que as pessoas façam o que querem. Além disso, Nádia tem humor. Eu também. Gosto de levar a vida não tão a sérios e debochar de mim e das situações”, completou.

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